His own path

Adentramos a esfera da fotografia como um chamado à reflexão sobre nossa existência e os mistérios que nos cercam. As imagens nos transportam para paisagens urbanas em preto e branco, instigando-nos a reconectar com nosso eu interior e a desvelar nossa profunda conexão com o mundo ao redor.

 

Composições inesperadas mesclam o real e o irreal, criando personagens imersos em introspecção que ganham vida diante de nossos olhos. O fotógrafo nos leva a questionar nossa origem, os ciclos vitais e nosso propósito neste mundo em constante mudança. Com um olhar resiliente, ele aceita nossa vulnerabilidade e busca compreender os caminhos complexos da humanidade, capturando a totalidade ao invés do fragmento, e buscando a essência do todo.

 

Em imagens capturadas na penumbra, somos convidados a explorar os recônditos do inconsciente. A luz tênue e os enigmas dessas composições nos conduzem a um território misterioso onde poucas palavras são necessárias para expressar o inexprimível.

 

A cidade se transforma em um palco monocromático que reivindica nossa atenção, despertando um senso de revolução. Composições abstratas transcendem a realidade material e nos guiam por uma sinfonia silenciosa de sombra e luz. No meio do caos urbano, surgem pequenos oásis como uma árvore solitária dançando ao vento, suas folhas filtrando a luz e criando um espetáculo de sombras em constante movimento no chão de pedra.

 

A cultura japonesa tradicionalmente valoriza o conceito de “MA” – o intervalo entre as coisas, o silêncio entre sons, a pausa entre ações. Refletir sobre “MA” nos ajuda a encontrar força e propósito na impermanência da vida. Este conceito nos faz observar as nuances sutis que moldam nossa jornada, conforme destacado por Mario Baptista.

 

Linhas retas e texturas intrigantes despertam nossa imaginação, convidando-nos a explorar os mistérios da nossa intuição. O artista captura a essência da condição humana, tornando as imagens espelhos que refletem nosso anseio por conexão, nossa busca por significado e nossa vontade de explorar. Este questionamento remete à obra de Antônio Dias, “Anywhere is my land”, que redefine o conceito de lar como um estado de ser em constante evolução, inspirando-nos a abraçar a fluidez de nossas identidades e a encontrar consolo na vastidão do desconhecido.

 

Esta série é um convite à introspecção, um guia para uma jornada interior, para se perder e se encontrar nas lacunas da existência, como um ponto de partida para nossas próprias reflexões na compreensão de quem somos e de nosso propósito.

Uma ode à capacidade de transformar o banal em extraordinário e de encontrar significado nas entrelinhas do cotidiano, explorando as profundezas do nosso ser sendo conduzidos por uma linha mestra que leva à um caminho honesto para dentro de si.

 

 Samantha Piza